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SUSSURROS DO PADDOCK: Calendário, Callum Ilott na Jaguar, parcerias técnicas

De mudanças no calendário de 2025, testes fechados com Callum Ilott, até Lola-Yamaha e Mahindra-Mercedes trabalhando no Gen3 Evo. Saiba todas as novidades que estão circulando pelo paddock da Fórmula E



CALENDÁRIO DA PRÓXIMA TEMPORADA


O Conselho Mundial de Automobilismo da FIA acontecerá em junho e a Fórmula E deverá apresentar o projeto de calendário para a próxima temporada durante essa reunião. Entretanto, muitas especulações já circulam entre a mídia.


Abaixo seguem alguns dos assuntos em relação ao futuro calendário da FE, porém, tudo segue sendo rumor e deve ser tratado como tal até que uma confirmação oficial seja divulgada:


  • O E-Prix de São Paulo pode abrir a temporada da Fórmula E já no final deste ano. A ideia é de que a corrida seja realizada no Sambódromo do Anhembi no dia 14 de dezembro. O motivo disso acontecer é porque o Carnaval de 2025 será celebrado em março - mês que geralmente acontece a corrida - e é proibido que se tenha eventos no Sambódromo até dois meses antes do Carnaval e um mês depois, por conta de todos os preparativos que são feitos para comportar todas as escolas de samba. Com isso, a Fórmula E não consegue encaixar São Paulo para depois de março, fazendo com que dezembro se torne a opção mais viável. A ideia é que após o Brasil, a categoria siga para o México.

  • O E-Prix de Tóquio, que fez a sua estreia em 2024, está nos planos para retornar no próximo ano e possivelmente a corrida acontecerá em maio. A ideia da Fórmula E é fazer com que após Tóquio, a categoria passe por Xangai e em seguida Jacarta - que ficou de fora da 10ª temporada, mas deve fazer o seu retorno na 11ª edição da categoria.

  • Há planos para o retorno do E-Prix da Cidade do Cabo. O responsável pela realização da corrida na África do Sul, Ian Banner, revelou que o custo para sediar a etapa foi muito alto, porque tiveram que fazer melhorias nas estruturas necessárias para comportar o evento, contudo, a corrida foi recebida de maneira positiva pelo público local. No momento, a ideia é construir todo o ecossistema que é fundamental para suportar um evento desse porte. Banner afirmou que a corrida só será realizada novamente na cidade após a conclusão das melhorias, assim os gastos não serão grandes. A Cidade do Cabo segue em conversas com a Fórmula E e é esperado um retorno em 2026 ou em 2027 com a entrada da era Gen4.

  • A Tailândia está na mira da categoria elétrica para a realização de um E-Prix no país. A ideia é de que o evento seja realizado na cidade de Chiang Mai, no norte da Tailândia. O local seria perfeito para a realização de uma etapa da Fórmula E, porque a cidade está investindo fortemente em uma transformação ecologicamente consciente e vem focando em tornar elétrico todos os meios de transporte público. Caso as negociações deem certo, a Tailândia deve entrar no calendário em 2026, mas uma entrada já em 2025 não é descartada.

  • Há especulações de que 2024 seja o último ano do ExCel London Arena como o local do E-Prix de Londres. Silverstone poderá se tornar a nova casa da Fórmula E na Inglaterra em 2025, porém, os mais saudosistas também apontam um possível retorno da categoria ao Donington Park.



CALLUM ILOTT


Foi descoberto recentemente pelo jornalista Sam Smith do site The Race, que Callum Ilott está realizando alguns testes privados no simulador da Jaguar TCS Racing, sendo que uma avaliação de desempenho aconteceu na semana seguinte do E-Prix de Misano e ele chegou a visitar o paddock da Fórmula E durante a etapa de Mônaco.


Atualmente, Ilott está competindo na WEC pela equipe Jota e na Indycar pela Arrow McLaren. Segundo o que foi apurado por Smith, o piloto britânico vai seguir realizando testes com a Jaguar ao longo da temporada entre os seus compromissos na Indycar e na WEC.


Ainda não se sabe se a Jaguar possui interesse em colocar Callum Ilott para correr como titular na Fórmula E em uma temporada próxima - seja na própria Jaguar ou na Envision - ou se apenas estão estreitando laços para o futuro.



LOLA-YAMAHA, MAHINDRA-MERCEDES


A Yamaha fez parceira com a Lola para entrar na Fórmula E como fabricante de trem de força e estarão responsáveis pelo motor da equipe ABT, que rompeu o seu contrato com a Mahindra para ter Lola-Yamaha como seu novo fornecedor.


Entretanto, Heiji Maruyama, diretor da Yamaha Motor, deixou claro o seu desejo de poder contar com algum piloto japonês no grid da categoria elétrica no futuro.


"A Fórmula E permite que os pilotos corram de maneira mais próxima e é algo mais equilibrado, além de possuir pilotos que são vencedores em muitas categorias diferentes. Temos pilotos muito bons no Japão e ter japoneses competindo contra os melhores é algo com o qual eu quero sonhar", disse.


Já pelo lado da equipe anglo-indiana Mahindra, a mesma está trabalhando com a divisão técnica da MTS e da Mercedes como parte de seu projeto para a era Gen3 Evo e Gen4.


A parceria técnica entre Mahindra e Mercedes foi revelada um pouco antes da pré-temporada de 2024 da Fórmula E começar, sendo que alguns membros da Mercedes chegaram a ser contratados pela Mahindra. É importante reforçar que ao longo de seu período como equipe na Fórmula E, a Mercedes dominou a parte técnica com excelência durante o Gen2.


Acredita-se que a divisão Mercedes HPP esteja trabalhando em conjunto com a equipe técnica da Mahindra com foco em otimizações nessa área já para a próxima temporada, enquanto que a MTS cuidará de uma parte específica do hardware do trem de força da equipe.



LESÕES NAS MÃOS


Após Sam Bird fraturar a mão esquerda no Treino Livre 1 do E-Prix de Mônaco, o assunto "volante" voltou a ser comentado entre jornalistas e fãs da Fórmula E.


A FIA confirmou que segue ativamente estudando métodos para melhorar a proteção dos pilotos em casos de impacto que afetem o volante, que é considerado bastante duro.


Houveram cerca de seis lesões nas maõs sofridas por pilotos da Fórmula E desde 2022.


Foram eles:


Sam Bird (Londres - Julho de 2022), Robin Frijns (Cidade do México - Janeiro de 2023), Sébastien Buemi (São Paulo - Março de 2023), Pascal Wehrlein (Londres - Julho de 2023), Nyck de Vries (Tóquio - Abril de 2024), Sam Bird (Mônaco - Abril de 2024).


Em alguns casos os pilotos sofreram com inchaços e fortes luxações após os impactos, entretanto, em outros casos os pilotos chegaram a fraturar as mãos, como aconteceu com Robin Frijns em 2023 e com Sam Bird em duas ocasiões, 2022 e 2024.


Para lidar com isso, a partir desse ano alguns pilotos passaram a utilizar mais espuma em seus cockpits, sendo Sébastien Buemi o primeiro a dar a sugestão dessa proteção extra e o primeiro que passou a utilizar.


Buemi quase quebrou a mão durante o E-Prix de São Paulo de 2023, após uma colisão que teve com Maximilian Guenther. Desde então, ele vinha conversando com a categoria sobre possíveis prevenções que poderiam ser adotadas.


VISITAS E NOVIDADES


  • O piloto da Fórmula 3, Arvid Lindblad, fez uma visita ao paddock da Fórmula E em Misano para apoiar o seu mentor e técnico, Oliver Rowland. O jovem piloto fez parte do projeto de kart que Rowland possui e atualmente compete pela Prema na F3. Ele venceu a sprint race do Bahrein e se encontra em 5º lugar no campeonato.

  • O atual chefe da equipe Visa Cash App RB F1, Laurent Mekies, compareceu no E-Prix de Misano com a gerente técnica do Visa Cash App RB, Alessandra Ciliberti, que anteriormente trabalhou na FIA dentro da área técnica da Fórmula E e foi uma das responsáveis pelo projeto do Gen3.

  • A Fórmula E contratou a ex-chefe de mídia da McLaren e da Extreme E, Charlotte Sefton, para ser a nova diretora de comunicação da Fórmula E. Ela fará a sua estreia na função no E-Prix de Berlim.

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