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Pascal Wehrlein fala sobre vitória em Misano, liderança e punições aos pilotos

Wehrlein exaltou o bom trabalho da Porsche, comentou sobre evolução de outras equipes, rivalidade e punições excessivas aplicadas pela direção de prova durante o E-Prix de Misano



Líder do campeonato com 89 pontos, Pascal Wehrlein subiu no lugar mais alto do pódio na Corrida 2 de Misano, após erro da Nissan e um efetivo trabalho de sua equipe no gerenciamento de energia. O resultado marcou a segunda vitória de Wehrlein no campeonato e quebrou uma sequência de seis corridas seguidas com pilotos diferentes vencendo as etapas. 


Em entrevista realizada dias depois do E-Prix na Itália, Wehrlein falou sobre como estava complicada a disputa com o Rowland e que após ultrapassá-lo em um determinado ponto da corrida, foi surpreendido com o ritmo forte do piloto da Nissan, que conseguiu retomar o primeiro lugar até a reta final da prova. 


“Quando eu ultrapassei o Rowland pela primeira vez, o plano era ficar na frente dele, porque a equipe me informou que eu tinha mais energia. Porém, ele começou a partir para cima, o que foi meio inesperado e eu deixei ele passar. Eu fiz isso, porque ele estava gastando mais energia”, explicou. 


O plano da Nissan não foi o mais eficiente, porque devido a um problema de software o carro de Rowland estava correndo programado com uma volta a menos do que deveria, contudo, essa informação não apareceu para os engenheiros da Nissan, que continuaram persistindo em uma postura mais agressiva que exigiu um gasto maior de energia. 


“Eu mantive o ritmo e tentei ficar próximo do Oliver, mas não estava fácil de alcançá-lo. Eu procurei ficar calmo, porque a equipe o tempo todo me informou que eu tinha mais energia do que ele. Me concentrei nas minhas metas, procurei administrar a minha energia, porque era a melhor chance que eu tinha. Eu me mantive focado no nosso plano e deu certo”, disse. 


Com a vitória de Wehrlein e mais um pódio para Jake Dennis - que havia conquistado um P2 na corrida de sábado em Misano e conquistou o mesmo resultado na prova de domingo - foi inevitável que os comentários sobre a força da Porsche voltasse a tomar conta dos depoimentos de pilotos e membros de outras equipes. 


Questionado sobre se isso aumentava a pressão, Pascal foi tranquilo em afirmar que os comentários não geram um impacto negativo no time, mas sim, os faz entender que estão no caminho certo. 


“Isso mostra que todos no grid estão olhando para a gente nas corridas e eu já senti isso no ano passado, porque mostramos que temos um trem de força eficiente. Porém, nesse ano nós tivemos muitas equipes triunfando, por exemplo, a própria Nissan que no ano passado não estava na briga pelo título e esse ano, tirando o que aconteceu em Misano, estão com um carro muito bom e conseguiram diversos pódios. Tem muitas equipes entregando boas performances e o fato da Porsche ter um trem de força forte faz com que olhem para a gente, mas não somos os únicos”, afirmou. 


Ainda falando sobre desempenho, Wehrlein tocou em um tópico que foi falado por ele em entrevista concedida antes do início da temporada, quando comentou que a Porsche precisava apresentar melhores performances na classificação e isso de fato foi um ponto que o time mostrou evolução. 


Wehrlein celebrando a vitória conquistada em Misano

(Foto: Andrew Ferraro/Formula E)


Em relação às corridas, Pascal sente que o carro ainda tem potencial para entregar bem mais do que estão conseguindo fazer e que eles podem alavancar bons resultados caso fiquem longe de confusão.


Um dos principais focos da Porsche tem sido a performance. Os dados obtidos nos finais de semana de corrida têm sido analisados de maneira constante, com a finalidade de extrair tudo o que for permitido para o aprimoramento do software. 


“Acredito que no momento tem uns 5 pilotos na briga pelo título, mas ainda é cedo para afirmar qualquer coisa. Nós da Porsche temos que focar em melhorar a nossa performance corrida a corrida e mostrar o quão fortes somos”, disse. 


A Fórmula E entrou na segunda parte do campeonato com Pascal e Jake Dennis empatados no topo da tabela com 89 pontos. Desde o ano passado, ficou claro que existe um certo atrito nessa disputa e Wehrlein não negou isso. 


“Nós temos um carro que nos permite lutar pelo título. Se você olhar para o campeonato, claro que o Jake (Dennis) também está lá com a Andretti, porque eles usam o nosso trem de força e nós dois somos muito competitivos um com o outro”, afirmou. 


Mas mesmo que ambos estejam na disputa pela liderança no momento, Pascal disse que tem muita gente com quem ele precisa se preocupar, pois basta o pódio de um e o deslize de outro para que tudo mude drasticamente. 


“Além da gente tem a Nissan, os pilotos da Jaguar, a dupla da DS Penske, tem o Max Günther que não está longe da gente. Então, nesse momento tem muitas equipes fortes no campeonato, por isso, eu acho que a briga não se limita só a Porsche e a Andretti, contudo, nós temos um equipamento forte que pode fazer a gente chegar no objetivo principal que é ganhar o título.”


Quando questionado sobre a punição que António Félix da Costa levou no sábado, Wehrlein não entrou muito em detalhes até por orientação da própria equipe, mas comentou que achou um exagero não só a punição de seu companheiro de equipe - que foi desclassificação da Corrida 1 após ter vencido a prova -, mas também a punição dada a Jake Hughes (McLaren), que foi desclassificado na classificação de sábado após uma infração do regulamento técnico, por ter feito toda a sessão sem estar com o extintor de incêndio de seu carro armado. 


“Nós conversamos muito com os fiscais e o diretor de prova nos briefings que acontecem entre os pilotos e fiscais. Eu entendo que estar na situação deles não é fácil, porém, estamos sempre tentando melhorar as coisas. Olhando para esse final de semana, a punição do António e a punição do Hughes durante a classificação, foram casos muito complicados. Será que essas são situações cabíveis de se desclassificar o piloto de uma corrida ou de uma classificação? Eu não sei. Mas eu acredito que em ambos os casos poderiam ter aplicado uma punição menos dura”, comentou. 


Com sete rodadas completadas, Pascal Wehrlein se encontra na liderança do campeonato, mesma posição que ele ocupou nessa mesma altura da competição no ano passado. Agora, resta saber se essa segunda parte da temporada de Pascal será diferente ou se os mesmos erros serão cometidos. 

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