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Na liderança, Nick Cassidy atribui boa fase a maturidade adquirida dentro da Fórmula E

Com 7 pódios em 10 corridas, Nick Cassidy vem apresentando uma versão mais forte de si mesmo e uma leitura de corrida excepcional, que o coloca mais uma vez na briga pelo título da Fórmula E



A rodada dupla do E-Prix de Berlim, que aconteceu nos dias 11 e 12 de maio, foi muito positiva para o piloto Nick Cassidy da Jaguar TCS Racing, que venceu a corrida de sábado e ficou em segundo lugar na corrida de domingo.


Com o bom desempenho, o neozelandês assumiu o topo da tabela do campeonato de pilotos da 10ª temporada da Fórmula E com 140 pontos, abrindo 26 pontos de vantagem para o segundo colocado, Pascal Wehrlein


Em entrevista realizada dois dias depois da etapa alemã, Cassidy falou com o Entre Fórmulas sobre o seu amadurecimento como piloto, estratégia e o que esperar das próximas corridas. 


Falando sobre a etapa em si, sábado foi uma corrida um pouco mais longa e extremamente caótica, com muitas ultrapassagens, disputas acirradas e punições. Domingo também entregou muitas narrativas diferentes, mas foi menos frenético, o que permitiu que o público pudesse acompanhar os acontecimentos em pista sem se perder.


“Eu acho que as duas corridas foram muito boas. Por mais que sábado tenha sido um pouco mais maluco (do que domingo), ainda assim achei que foi justo. Domingo foi mais calmo, porém, tivemos boas chances de disputa. Berlim nos permite lutar por posições em qualquer situação”, afirmou. 


Falando sobre a corrida de sábado, Cassidy largou da décima posição e logo no começo caiu para o fundo do grid, onde permaneceu até metade da prova, que foi o momento onde a sua retomada começou a ganhar forma. 


Com tanta coisa acontecendo em pista, a escalada de pelotão de Nick passou despercebida, tanto que a maioria da audiência se surpreendeu ao notar o neozelandês dentro do Top 5 já nas últimas 10 voltas da corrida. 


“Na corrida, a gente (Jaguar) não escolheu o melhor plano e eu percebi isso logo cedo, por isso, eu comentei sobre a situação com a equipe desde o início. Eu penso que como piloto, eu preciso estar ciente das coisas ao meu redor e fazer uma leitura de como a corrida vai se desenhar”, disse.


Cassidy explicou que percebeu que todos ao seu redor estavam optando pela mesma estratégia e que as configurações de seu carro não estavam da melhor forma para que ele pudesse vencer contando simplesmente com pura performance. Portanto, ele precisava fazer algo diferente para escalar o pelotão. 


“Esse tipo de coisa é algo que vem com a experiência dentro do campeonato. Depois que você encara diferentes tipos de corrida, você passa a considerar todas as variáveis para escolher a melhor abordagem. ‘Quantas voltas a corrida terá? Quantas ativações e tempo de Modo Ataque teremos? Qual o desenho do traçado? Será um tipo de corrida mais caótico ou mais calmo?’ Ter consciência disso, ajuda a tomar a melhor decisão para mudar as coisas quando é notado que algo está errado”, explicou.


Nick Cassidy na cerimônia de pódio em Berlim

(Foto: Simon Galloway/Formula E)


Durante a corrida, o piloto da Jaguar optou por conservar a sua energia ao máximo e se aproveitou de vácuos proporcionados por outros carros para ganhar velocidade sem se desgastar muito. Juntamente com o seu engenheiro, ele realinhou qual seria o momento propício para as duas ativações de Modo Ataque, já que não iriam mais seguir de acordo com o que havia sido planejado antes da largada. 


“Eu consegui fazer isso só tendo uma leitura do que estava acontecendo ao meu redor e felizmente deu certo. Claro que tivemos o safety car e isso ajudou a deixar todo mundo próximo, mas a gente estava esperando terminar a corrida entre o sexto e oitavo colocado, então, vencer foi incrível!”


A temporada de Nick Cassidy até aqui, tem sido no melhor estilo Fórmula E, onde viveu momentos incríveis e também enfrentou situações de abandono de prova e resultados abaixo do esperado para alguém que corre com o trem de força da Jaguar.


Após subir no pódio nas primeiras etapas, sofrer em São Paulo e amargar um oitavo lugar em Tóquio. O neozelandês voltou a se encontrar novamente a partir de Misano e, desde então, vem colecionando pódios por onde passa. Dentro das 10 rodadas já disputadas, Cassidy figurou dentro do Top 3 em sete oportunidades. 


Nick define o momento vivido como “fantástico”, mas ao mesmo tempo demonstra estar com os dois pés no chão, pois sabe das variáveis que o campeonato gera. Além disso, as expectativas são de mais corridas de pelotão nas próximas quatro etapas com a Fórmula E tendo rodada dupla em Xangai e Portland. 


“Eu sinto que será difícil ter resultados consistentes nas próximas corridas, porque há muitas variáveis e essas corridas serão caóticas. Acredito que Xangai e Portland serão similares a Berlim. Eu ficarei muito surpreso se alguém conseguir sair com quatro vitórias ou quatro bons resultados seguidos, porque a chance de algo dar errado em uma das etapas é grande”, disse.


A próxima etapa da Fórmula E será em Xangai, na China, no Circuito Internacional de Xangai, uma grande novidade para Cassidy que nunca correu nessa pista, mas que conhece através das corridas de Fórmula 1 que assistiu pela TV. 


“Eu estou ansioso para correr lá. Faremos um trabalho no simulador com foco somente nessa pista, que é o que costumamos fazer em cada etapa, e eu espero conseguir um bom resultado na China.”

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