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Jake Dennis comenta triunfo em Diriyah, classificação interrompida e corrida em São Paulo: “No Brasil teremos mais ultrapassagens”

Vencedor da Corrida 1 do E-Prix de Diriyah, Dennis comentou sobre início do campeonato, bandeira vermelha na classificação após batida de Buemi e expectativas para a corrida no Brasil



Depois de uma estreia no México não muito positiva, Jake Dennis conquistou a sua primeira vitória do ano no E-Prix de Diriyah na Arábia Saudita, etapa de rodada dupla, onde ele venceu a primeira corrida e Nick Cassidy venceu a segunda


Quarto lugar no campeonato com 28 pontos, o atual campeão da Fórmula E conversou com o Entre Fórmulas e revelou que mesmo com alguns altos e baixos nesse início de temporada, ele está muito confiante com o trem de força da Porsche e sente que a equipe está no caminho certo para obter mais triunfos nas próximas etapas. 


“No México nós tentamos fazer algo diferente no software e acabou não funcionando. Porém, aprendemos com isso, vimos o que foi feito de errado e ao chegar na Arábia Saudita as coisas foram diferentes, apesar de sábado não ter sido tão bom. Agora é ir atrás de ter consistência ao longo das provas. O nível está cada vez mais alto e equipes como a Nissan, McLaren e DS Penske já começaram o ano muito bem. Mas estou muito confiante do que podemos entregar e sei que temos um dos carros mais fortes do grid”, disse. 


O E-Prix de Diriyah teve uma corrida na sexta-feira referente à rodada 2 do campeonato e uma corrida no sábado referente a rodada 3. Dennis veio muito forte na rodada 2 e obteve a vitória, porém, durante a classificação para a corrida da rodada 3, o piloto da Andretti acabou sendo prejudicado após um incidente de pista. 


Durante o início da sessão do Grupo B na classificação, Sébastien Buemi (Envision), acabou batendo em uma das barreiras da pista e devido ao dano gerado a sessão foi interrompida com uma bandeira vermelha, por consequência, a volta dos pilotos que ainda estavam em pista não foi considerada. Deste modo, os pilotos que estavam nas quatro primeiras posições antes da batida de Buemi conseguiram avançar para a etapa de duelos. 


Jake Dennis celebrando a vitória na Arábia Saudita

(Foto: Formula E/Sam Bagnall)


O que chamou a atenção foi que algo semelhante aconteceu durante o Treino Livre 3 - também envolvendo uma batida de Buemi - e na ocasião o diretor de prova, Scot Elkins, adicionou 10 minutos no tempo do TL3 após o carro do piloto da Envision ser retirado antes do término da sessão. 


Questionado sobre o caso e a forma em como foi conduzido na classificação, Dennis não foi contra a decisão do diretor de prova, mas reclamou da falta de clareza em alguns critérios. 


“Eu não acho que a sessão deveria ser estendida, porque o cronograma é apertado e é sempre difícil beneficiar todo mundo que ficou fora do Top 4. Até porque quem estiver no Top 4 (diante de uma situação como essa) vai reclamar. Contudo, acho que o critério precisa ser mais claro, porque se quem está atrás desse piloto (que bateu) está na frente dele (nos tempos), não precisava da bandeira vermelha, ninguém invadiria a área do acidente do Buemi em alta velocidade e naquele trecho era possível ir mais lento.” 


Na visão do piloto da Andretti, diante das circunstâncias do incidente, o carro de Buemi não ficou em um ponto que pudesse oferecer perigo, portanto, os pilotos que estavam atrás dele poderiam ter concluído as suas voltas.


“Quando o Buemi bateu na curva 1, todo mundo que estava atrás dele iria completar a sua volta. O maior problema foi esse. Todo mundo tem direito de concluir as suas voltas e isso definitivamente mudou a ordem das coisas. Mas o Scot (diretor de prova) tomou a decisão de colocar uma bandeira vermelha imediata, porém, isso é algo que a gente vai discutir no briefing de pilotos na etapa de São Paulo”, explicou. 



Falando de São Paulo, a etapa em solo brasileiro acontece no dia 16 de março no Sambódromo do Anhembi. Em 2023, Jake Dennis não teve muita sorte, porque precisou abandonar a prova após uma batida com outro carro. Agora, Jake espera poder aproveitar mais a pista, uma vez que as expectativas para uma boa disputa são grandes. 


“Todo mundo tem dito que São Paulo vai ser uma corrida muito mais emocionante do que essas três etapas que tivemos até o momento, porque elas não foram tão agitadas em comparação com o que normalmente é e ultrapassar estava bem difícil. Acredito que no Brasil teremos mais ultrapassagens”, disse.


Jake durante entrevista com o Entre Fórmulas

(reprodução: Formula E/Entre Fórmulas)


Jake também comentou sobre como a pista é rápida e pode gerar entretenimento para o público por conta das possibilidades de disputa de posição. Uma das lembranças mais vívidas que os fãs da categoria têm sobre a etapa de São Paulo, foi a disputa pela vitória entre Evans e Cassidy nas voltas finais.


“São Paulo é uma pista que eu gosto, mesmo que eu não tenha conquistado um bom resultado no ano passado, o formato dela é propício para ultrapassagens. Claro que não será como Portland que foi absurda e é até difícil comparar por serem pistas completamente diferentes, mas São Paulo pode entregar o ritmo que o público está acostumado a ver.  Só espero que a Fórmula E consiga se organizar para que a questão do gerenciamento de energia seja melhor aproveitada para gerar uma corrida mais divertida”, comentou. 


Dennis mencionou a questão do gerenciamento de energia, porque a Fórmula E colocou menos voltas no E-Prix de Diriyah em comparação com o ano anterior e os carros terminaram a etapa com o energia o bastante para fazer mais algumas voltas. 


Com o cancelamento do E-Prix de Hyderabad, na Índia, que deveria acontecer no dia 10 de fevereiro, os pilotos terão uma pausa de 7 semanas até desembarcarem no Brasil para a quarta prova do campeonato. Dennis comentou que essa longa espera atrapalha, porque todos estavam ansiosos para o início da 10ª temporada e isso quebra um pouco do planejamento de todos os envolvidos.


“Isso é ruim. A gente já tem uma pausa muito grande, porque o campeonato acaba em julho. Todo mundo estava no ritmo e aí vem essa pausa longa. Somos pilotos, somos apaixonados por automobilismo e a gente só quer continuar correndo. É uma pena que a Índia cancelou, seria o nosso maior calendário, mas não tem o que fazer”, lamentou. 


Apesar de tudo, durante esse período o trabalho deverá ser intenso, justamente, para que os pilotos não percam o foco. Ajustes de estratégias e de setup geralmente são feitos, enquanto que o simulador é utilizado com uma frequência de horas ainda maior do que costuma ser durante o winter break (período no final de ano que antecede o começo de uma nova temporada). 


“Agora é aproveitar esse tempo que temos, ir para a fábrica, trabalhar e permanecer focado para não se distrair demais, porque depois do Brasil as coisas vão acontecer meio que rápido. Ainda temos um longo caminho pela frente e a Fórmula E é imprevisível”, finalizou.  


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