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Lucas Di Grassi participa de partida amistosa de beach tennis em ação da Julius Bär com a Fórmula E

Patrocinadora da Fórmula E, Julius Bär sediou um torneio de beach tennis no interior de São Paulo, que contou com a participação do Lucas di Grassi em uma partida amistosa com alguns jogadores da modalidade


Lucas Di Grassi - Fórmula E Juluis Bär beach tennis (foto: Beatriz Barbosa/Entre Fórmulas)

A semana de Fórmula E no Brasil começou com uma ação conjunta da patrocinadora Julius Bär com a categoria elétrica. Neste domingo (10), o piloto brasileiro Lucas di Grassi compareceu em um torneio que aconteceu em Bragança Paulista para uma gravação para a Fórmula E.


A Julius Bär patrocina a Fórmula E desde a primeira temporada e neste ano celebra 10 anos de parceria com o principal campeonato de automobilismo elétrico do mundo. Aproveitando que um torneio de beach tennis patrocinado pela Julius Bär estava acontecendo no interior de São Paulo, a marca bancária e a Fórmula E uniram forças para fazer uma gravação especial com Lucas di Grassi, que também é parte fundamental desses 10 anos de história da categoria elétrica. 


Dividindo quadra com José Luiz e Vini Font, jogadores profissionais de tênis de areia, Lucas di Grassi participou de uma partida amistosa que foi bastante agitada.


Um público animado acompanhou o embate, enquanto o narrador de quadra dava ênfase em algumas jogadas da partida e aproveitou para relembrar sobre o E-Prix de São Paulo, que acontece no dia 16 de março de 2024 no Sambódromo do Anhembi.


Membros da equipe de mídia da Fórmula E estiveram presentes para fotografar e filmar a ação para uma matéria que deve sair no canal da categoria em breve. Além da ação em quadra, um simulador da Fórmula E também ficou disponível durante o evento, onde Lucas fez filmagens e auxiliou as crianças presentes que se aventuraram a pilotar. 


Após as atividades, Lucas se reuniu com alguns jornalistas presentes em um quiosque entre as quadras de areia para conversar sobre o segundo ano da Fórmula E no Brasil. 


“São Paulo é a única capital do mundo que vai ter no mesmo ano corridas de três categorias principais da FIA, a Fórmula 1, a WEC e a Fórmula E. O povo brasileiro é muito apaixonado por automobilismo. Temos um legado muito forte de Senna, Piquet, Fittipaldi e outros que correram e seguem correndo. Depois de 10 anos a gente ter conseguido trazer a prova (da FE) para o Brasil com a etapa do ano passado acontecendo pela primeira vez foi muito legal”, comentou. 


Lucas di Grassi durante partida de beach tennis (foto: Beatriz Barbosa/Entre Fórmulas)


Di Grassi destacou o quanto a etapa em São Paulo foi bem sucedida entre equipes e pilotos, mas que ficou ciente dos problemas que houveram em algumas partes da organização do evento em 2023. Por conta disso, ele que espera que os ajustes planejados para 2024 possam proporcionar ao público uma experiência melhor do que a entregue no ano passado. 


“No ano passado a prova em si foi muito legal. O circuito é bem organizado, o traçado gera ultrapassagens, tem uma reta longa que gente chega a 280 km/h. Porém, em algumas áreas o evento deixou a desejar, principalmente, por causa do calor excessivo. Eles vão tentar corrigir esse ano e eu espero que o evento de 2024 seja muito melhor para que assim a Fórmula E continue em São Paulo por muitos anos”, disse. 


O evento deste ano passou por algumas mudanças na organização e segundo o que foi divulgado para a imprensa, terão mais áreas cobertas para o público, mais pontos de alimentação e bebidas, além de um número maior de bebedouros de água no decorrer do Sambódromo. 



Lucas também falou sobre o aumento do uso de carro elétrico no Brasil e que a tendência é que isso aumente conforme o preço for ficando mais acessível, mas que no momento atual ele já enxerga como algo muito positivo para quem trabalha por aplicativo nas grandes cidades do país. 


“A conta é simples nesses casos de motorista de aplicativo. Se uma pessoa roda cerca de 200 km por dia com o carro pela cidade de São Paulo, ele terá um gasto diário em combustível que em 1 mês deverá totalizar cerca de 3 mil reais. Em um ano o gasto ficará em torno de 36 mil reais em combustível. Então, em três anos ele pagou o valor de um carro elétrico em combustível. Hoje em dia as baterias têm uma garantia de 8 anos, então, começa a fazer mais sentido para quem trabalha com isso investir no elétrico”, explicou. 


O piloto ressaltou que o carro elétrico é melhor para circular dentro da cidade. Em situações de viagens de longa distância, como ir de um estado para o outro, o elétrico não é tão cômodo, levando em conta a necessidade de recarga, o tempo que leva para esse processo e principalmente pela escassez de pontos de recarga em nosso país. 


Voltando o tópico para a Fórmula E, o brasileiro foi questionado sobre como ele enxerga a categoria no futuro e se acha que em algum momento vai ocorrer alguma fusão entre a Fórmula E e a Fórmula 1, ou se acredita que ambas seguirão coexistindo em caminhos diferentes. 


“É difícil saber como vai ser, mas se o propósito da Fórmula 1 for continuar sendo relevante para os veículos de rua em algum momento ela terá que ser elétrica. Mas ela também pode escolher não seguir por esse caminho, investir nos combustíveis sintéticos e seguir sendo a combustão. De qualquer forma, mesmo que a F1 decida ser elétrica, ela não pode por conta da patente da Fórmula E. Então, ambas podem se juntar ou cooperar uma com a outra de alguma maneira.”


Di Grassi durante a coletiva de imprensa no quiosque

(foto: Beatriz Barbosa/Entre Fórmulas)


Mesmo com as diversas teorias e opiniões que são propagadas sobre esse assunto, Lucas sabe que há uma resistência dos fãs mais assíduos de motor à combustão com a Fórmula E, porém, as gerações mais novas já estão crescendo com o elétrico sendo uma realidade bem mais possível, então, essa resistência tende a ser menor com o tempo. 


Caso as categorias sigam seus caminhos separadamente, Di Grassi acredita que a Fórmula E vai continuar prosperando e aumentando a sua base de fãs. Com a FE seguindo com o nicho de elétricos a F1 explorando outros meios de combustível. 


“Eu acho que essa convergência ou divergência de ambas as categorias, vai determinar um futuro bem diferente para a Fórmula E. Mas a tendência é a categoria crescer se a gente seguir expandindo para correr em mais cidades e continuar com grandes montadoras. A Fórmula E ainda é pouco conhecida em comparação com outras categorias e com o sucesso do Drive To Survive (série da Netflix sobre F1) muito mais pessoas chegaram à Fórmula 1. Porém, uma parte dessas pessoas também passaram a explorar mais opções. Não é porque a Fórmula 1 cresceu, que a Fórmula E vai diminuir e é com esse aumento de pessoas mais interessadas em automobilismo que a Fórmula E pode conquistar mais público”, destacou.


Depois da coletiva no quiosque, Lucas di Grassi conversou individualmente com o Entre Fórmulas sobre o E-Prix de São Paulo e os 10 anos de Fórmula E.


Essa entrevista será disponibilizada em formato de vídeo no canal do Entre Fórmulas no Youtube, por isso, se inscreva no canal e acompanhe as redes sociais do EF para não perder os conteúdos. 

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