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Jean-Éric Vergne fala sobre vitória na Índia, DS Penske e destaca a corrida da Fórmula E no Brasil

Durante coletiva de imprensa, o bicampeão da Fórmula E falou sobre o triunfo na Índia, trabalho de equipe e expectativas para a corrida no Brasil



Na última quarta-feira (15), a Fórmula E organizou uma coletiva de imprensa global com o piloto francês Jean-Éric Vergne, onde ele comentou sobre a performance da DS Penske, a relação com o seu companheiro de equipe Stoffel Vandoorne, a importância de seus engenheiros e enfatizou o quão ansioso está para a corrida da categoria no Brasil.


A jornalista Sonia Cury do Entre Fórmulas, participou dessa coletiva, que teve uma hora de duração e traz os principais destaques abaixo.


- Texto por Sonia Cury


A coletiva teve início com espaço para a imprensa indiana e francesa fazerem perguntas e o foco foi justamente na vitória conquistada por Jean-Éric Vergne no E-Prix de Hyderabad.


Uma das coisas mais impressionantes dessa etapa, foi o desempenho de Vergne, que conseguiu se manter firme mesmo sendo pressionado por Nick Cassidy nas últimas voltas e cruzou a linha chegada quase sem energia.

O francês comentou sobre como as informações que a gente vê na TV em relação a energia, não são iguais as que aparecem no painel do volante do piloto.


“O que você vê de 1%, 2%, não é igual ao que eu vejo dentro do carro, lá aparece para mim o quanto de energia ainda me resta (em watts). Quando eu entrei na última volta, eu sabia que tinha disponível mais ou menos a mesma quantidade de energia da volta anterior e o que eu tinha que fazer para conseguir cruzar a linha de chegada. Depois que eu passei, um minuto depois o painel apagou”, contou.


Sobre a pista de Hyderabad, Vergne destacou que a pista proporcionou bons momentos de média e alta velocidade e que a única coisa que ele mudaria é a chicane na primeira volta, responsável por causar muitas dores de cabeça devido as punições de track limits, o que gerou alguns atritos entre as equipes e a FIA.

O francês acredita que esse pode ser um ponto de alteração da Fórmula E, caso voltem a correr na Índia em 2024.


Vergne durante a conferência com os jornalistas (reprodução: Formula E)


Dentro do tópico de Hyderabad, o piloto foi perguntado sobre como a sua vitória impacta na Penske, como um possível indicativo de melhora da equipe para futuras etapas.


“Vencer ajudou para mostrar que a gente superou o que aconteceu nas primeiras semanas, a gente não tinha a performance, principalmente, na classificação. Agora, nós nos esforçamos muito para ir melhor na classificação e nesse ponto acho que conseguimos dar um bom passo para frente e agora temos que garantir que possamos replicar isso nas próximas corridas. Porém, ainda não temos certeza se podemos repetir isso, porque o carro ainda não está do jeito que queremos”, afirmou.


Jev, como é chamado pela maioria dos pilotos do grid e fãs da categoria, se mostrou bastante realista diante da situação de sua equipe, dizendo que não tem certeza se podem repetir uma vitória, mas que toda situação serve como aprendizado e que tem muita coisa sendo verificada.


“Temos muitos dados para analisar. Quando você faz uma corrida ruim é importante entender o que deu errado e o mesmo vale para uma boa corrida para compreender o que deu certo. Não sei se temos todas as respostas agora, mas depois da corrida (em Hyderabad), conseguimos identificar alguns erros que estamos tendo no carro e espero que a gente consiga resolver isso o quanto antes”, revelou Vergne, demonstrando estar bastate pensativo sobre o assunto.


Deixando o tópico da Índia para trás, a chance de fazer perguntas ao piloto francês passou a ser de jornalistas da África do Sul - por conta da próxima etapa ser na Cidade do Cabo - e de outros países europeus como Inglaterra, Itália e Espanha.


Vergne comentou que pós E-Prix da Cidade do Cabo, não vai poder ficar dias a mais no país africano para curtir algum passeio e explorar a cidade, porque tem um filho pequeno e quer voltar para casa o mais rápido possível, mas brincou com os presentes dizendo que chegará um dia antes do resto da equipe e que aceita dicas de restaurantes para experimentar a culinária local, arrancando risos dos jornalistas sul-africanos e com alguns se dispondo a lhe mandar uma lista de opções.


Sobre a sequência de pistas novas - Hyderabad, Cape Town e São Paulo - Jev afirmou gostar desse tipo de desafio, porque é necessário entender tudo mais rápido e o fato de ter vencido na Índia, não significa que poderá repetir o mesmo resultado na África do Sul.


“Todo o trabalho tem que ser feito do zero em uma pista nova, mas eu vou com a mesma mentalidade que eu fui para a Índia. Não vou ficar pensando demais, apenas vou encarar e ver o que acontece”, disse.


Vergne celebrando a sua vitória na Índia ao lado de Jay Pense (foto: Fórmula E)


Quando perguntado sobre a sua relação com seu companheiro de equipe, Stoffel Vandoorne, atual campeão da Fórmula E, Jean-Éric Vergne disse que eles possuem uma boa sinergia, porque pensam parecido.


“A gente se conhece faz tempo, mas nunca trabalhamos juntos antes. Eu acho que ter ele como companheiro de equipe funciona, porque o jeito que trabalhamos é semelhante. Até o momento a gente tem a mesma opinião sobre o carro e nós e a equipe estamos em uma mesma direção. Ele é um cara ótimo, eu realmente gosto dele.”


Chegando na vez dos jornalistas brasileiros, Vergne foi perguntado não somente sobre a etapa em São Paulo, mas também sobre algumas questões estruturais da DS Penske, começando pelo chefe de equipe, Jay Penske e como está sendo ter ele no comando.


“Ele é muito focado. O que me surpreendeu é que ele teve a mesma postura depois das nossas corridas ruins e depois da corrida boa. Ele mantém a pressão em todos nós para que sigamos trabalhando firme e é isso que eu espero de um chefe de equipe. Eu acho que a nossa relação vai crescer no futuro conforme a gente for se conhecendo melhor e a confiança aumentar”, comentou.


Aproveitando a deixa, uma vez que o assunto era sobre a relação interna da equipe, o Entre Fórmulas perguntou como o piloto trabalha com os seus engenheiros, já que o francês se orgulha muito de estar com as mesmas pessoas ao seu redor por tantos anos.


“A relação que eu tenho com os meus engenheiros é a mais forte que eu tenho. Eu me apoio muito neles e eles se apoiam em mim. É uma relação de confiança mútua. Eu os escolhi para mexer no meu carro e eles confiam no meu feedback sobre as coisas”, comentou Vergne expressando toda a sua gratidão pelas pessoas que trabalham com ele. “Eles sempre me incentivam a tentar uma abordagem diferente. Funciona de uma forma em que eles nunca estão satisfeitos com a minha pilotagem e eu nunca estou satisfeito com as configurações que eles fazem. Nós sempre nos empurramos ao limite. Eu amo a relação que eu tenho com os meus engenheiros, levou um tempo para construirmos isso, mas temos 100% de confiança uns nos outros e sempre nos esforçamos para fazer tudo o que estiver em nosso alcance.”


Jev empolgado ao falar sobre a corrida no Brasil e os fãs brasileiros (reprodução: Formula E)


Depois disso, Vergne foi perguntado sobre a corrida em São Paulo - que acontece no dia 25 de março no Sambódromo do Anhembi - e foi nesse momento que o piloto expôs toda a sua empolgação em poder correr no Brasil novamente.


“Eu ainda não vi a pista, então, não posso comentar sobre isso. Mas eu já corri em São Paulo algumas vezes com a Fórmula 1 e eu tenho muito amigos brasileiros. Estou muito feliz por poder voltar a São Paulo e eu tenho certeza que será um fim de semana incrível”, disse o piloto empolgado.


O francês também falou da importância de se ter o país no calendário da Fórmula E, ainda mais por ter pilotos brasileiros dentro do grid. Vergne destacou o quão legal será para Di Grassi e Sette Câmara correrem em casa e que mesmo sabendo que a maior parte do apoio será para eles, ainda assim, tem esperanças de receber algum apoio também.


“Eu não sei, mas eu vi que no meu Instagram eu tenho mais seguidores brasileiros do que franceses, então, quem sabe? Acho que terei um bom apoio”, brincou. “Seria incrível batalhar pela vitória com um piloto brasileiro e ter uma boa corrida. Eu acho que os fãs brasileiros são muito apaixonados, mas eles também são fãs justos, apreciam uma boa disputa."


Sabendo que não poderia perder a oportunidade, como não era a vez do Entre Fórmulas de falar, mandei no chat uma mensagem informando que o fã brasileiro da Fórmula E tem bastante carinho pelo Jev e que, provavelmente, ele também receberá um grande apoio no Brasil.


A mediadora da conferência de imprensa, acabou lendo o comentário para o Vergne, que abriu um sorriso e despejou todo o seu carinho pelos brasileiros.


“Isso é ótimo! Eu amo o Brasil e eu vou praticar o meu português para poder dizer algumas coisas legais para eles. Eu mal posso esperar pela corrida no Brasil, acho que é uma das corridas que eu estou mais ansioso”, finalizou.


A ação da nona temporada da Fórmula E, retorna no dia 25 de fevereiro no E-Prix da Cidade do Cabo, na África do Sul. Depois disso, a categoria elétrica desembarca no Brasil para o E-Prix de São Paulo, que será disputado no dia 25 de março. Você pode comprar o seu ingresso aqui.


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